O blog do livro não me livro, tem o prazer de falar agora, um pouco sobre o escritor Brasileiro
Ariano Suassuna.
Ariano Vilar Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa, Paraíba), e faleceu em 23 de julho de 2014, em Recife, Pernambuco. Filho de João Suassuna, ex-governador da Paraíba, Ariano viveu uma infância marcada pela tragédia: seu pai foi assassinado em 1930, durante conflitos políticos da Revolução de 30.
Essa perda e a vivência no sertão moldaram profundamente sua visão de mundo e sua arte, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, mas logo se dedicou à literatura e ao teatro. Sua carreira foi marcada pela busca de uma identidade cultural genuinamente brasileira, enraizada na tradição nordestina, mas universal em valores e alcance. A escrita de Ariano Suassuna é marcada pela oralidade, humor popular, valores cristãos e profunda crítica social. Ele uniu o erudito e o popular como poucos, transformando o Nordeste em cenário mítico e universal.
Além de escritor, foi professor da Universidade Federal de Pernambuco e um grande orador — suas aulas-espetáculo encantaram gerações ao unir literatura, música, filosofia e humor.
Ariano deixou um legado imenso para a cultura Brasileira. Sua obra continua viva no teatro, no cinema (como na adaptação de O Auto da Compadecida, sucesso nacional) e na memória do povo. Ele defendia que o Brasil só seria verdadeiramente grande quando reconhecesse o valor de sua própria cultura, Suassuna estava completamente certo em seu ponto de vista.
Ariano Suassuna foi um dos maiores escritores e dramaturgos Brasileiros, conhecido por valorizar a cultura nordestina. Suas obras exploram temas como fé, destino, amor, honra e a vida sertaneja, sempre com humor e lirismo.
Peças Teatrais
Essas são as obras que mais consagraram Suassuna:
1. O Auto da Compadecida (1955)
Sua obra mais famosa. Mistura elementos da tradição popular nordestina com a religiosidade católica e o humor do sertão. Os personagens Chicó e João Grilo se tornaram ícones da cultura brasileira.
2. O Santo e a Porca (1957)
Uma comédia inspirada em Plauto e na literatura popular. Fala sobre avareza, amor e religiosidade com o toque típico de Suassuna.
3. A Pena e a Lei (1959)
Peça que mistura humor e crítica social, abordando a luta entre o bem e o mal.
4. Farsa da Boa Preguiça (1960)
Mostra o contraste entre o homem simples e o materialismo moderno, exaltando o valor da arte e da poesia.
5. A Caseira e a Catarina (1962)
Uma peça cômica que também critica os costumes e as aparências sociais.
Romances
Ariano Suassuna também se destacou na prosa, especialmente ao criar um universo mítico do sertão:
1. Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971)
Sua obra-prima em prosa. Um romance épico e simbólico que mistura realismo mágico, história e cultura popular nordestina. É narrado por Pedro Dinis Ferreira-Quaderna, um personagem carismático e excêntrico.
2. História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1989)
Uma espécie de continuação espiritual de A Pedra do Reino, com o mesmo universo mítico.
Outras obras e ensaios
Iniciação à Estética (1975) – Livro teórico em que Suassuna discute arte, beleza e cultura, defendendo a arte popular brasileira.
O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna (1955) – Auto popular, também de tom cômico e moral.
As Conchambranças de Quaderna (1987) – Reúne três peças ligadas ao universo de A Pedra do Reino.
Resumo geral
Gênero Obra Ano Destaque
Teatro O Auto da Compadecida 1955 Mistura de humor e religiosidade.
Teatro O Santo e a Porca 1957 Comédia sobre avareza.
Romance A Pedra do Reino 1971 Obra-prima do realismo mágico nordestino.
Ensaio Iniciação à Estética 1975 Reflexão sobre arte e beleza.
Teatro Farsa da Boa Preguiça 1960 Crítica à sociedade moderna.
OBRIGADO POR LER
2 comentários:
Boa Reportagem! Bom Trabalho!
Muito bom 👏🏻👏🏻
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